A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) reuniu em Lisboa com os diversos actores intervenientes na obra deconstrução da auto-estrada do Douro Interior, para delinear uma estratégia de acção que garanta o acompanhamento mais eficaz da construção desta importante infra-estrutura rodoviária.
O motivo da reunião foi o elevado número de acidentes mortais (quatro) registados até à data naquela obra, situação que originou já sucessivas intervenções dos serviços locais da ACT.
Em causa está o rigoroso cumprimento das regras e boas práticas em matéria de segurança no trabalho, razão pela qual a ACT irá intensificar a sua acção no terreno, designadamente melhorando a articulação entre os seus diferentes serviços locais por cuja jurisdição a auto-estrada atravessa.
As entidades executantes acolheram positivamente a intensificação da acção inspectiva da ACT.
Na reunião havida a ACT recomendou a aplicação de critérios e procedimentos uniformes em toda a extensão da obra, bem como a adopção de medidas concretas destinadas a melhorar a articulação e coordenação efectiva entre os diversos intervenientes em obra (empreiteiros e subempreiteiros).
A auto-estrada do Douro Interior, que corresponde a uma concessão rodoviária que se estende por 242 quilómetros divididos em dois grandes eixos viários – IP2 e IC5 –, tem como dono de obra a Ascendi Douro – Estradas do Douro Interior, S.A.
Entre as empresas executantes contam-se a Mota-Engil, a Opway, a Monte Adriano, a Hagen, a Amândio de Carvalho e a Rosas Construtores.